Três Homens Sós - O mais recente trabalho de André Murraças esteve em exibição na Culturgest

Três Homens Sós
Um espectáculo
de André Murraças
Texto, encenação, cenografia e figurinos André Murraças
Elenco Suzana Borges, Anabela Brígida, Vítor d´Andrade e André Patrício
Desenho de luz Zé Rui Maquilhagem e cabelos Joana Ísfer Fotografia Alípio PadilhaProdução Bruno Reis para a Metamorfose Coreografia “Your Easy Lovin' Ain't Pleasin' Nothin'” Pedro Mascarenhas Costureira Lurdes Vaz Construção do cenário João Paulo Araújo Co-Produção Culturgest/Metamorfose www.metamorfoseonline.comAgradecimentos Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro Maria Matos, Teatro Praga, Marina Preguiça Ribeiro, Pedro Ramos, Cândida Murraças, Aurélio Gomes, Rodrigo Pratas
Num texto original inspirado em três argumentos de cinema, André Murraças revisita as obras de Paul Schrader American GigoloLight Sleeper e The Walker. O espectáculo recupera as histórias das personagens dos filmes mantendo o tema dos “lonely men” que habita esta trilogia e explora o isolamento, a prostituição e o envelhecimento no masculino, em ambientes citadinos nocturnos cheios de perigos e desilusões amorosas. As narrativas seguem um gigolô de luxo que se apaixona por uma das suas clientes, um homem imerso no mundo da droga e rodeado de fantasmas do passado e um acompanhante de um grupo de senhoras da aristocracia, envolvido involuntariamente num crime. Três histórias da condição humana no vasto cenário da cidade. A cidade racista, homofóbica, plástica, sedenta, violenta, falsa, hipócrita e decadente. Mas também um lugar onde é possível encontrar o amor, apesar de tudo. Pode ser Nova Iorque, Los Angeles ou Washington. Pode ser Lisboa.

André Murraças foi encenador, dramaturgo, cenógrafo e intérprete de Sex Zombie – a vida de Veronica Lake, Hollywood, One Night Only – uma rádio-conferência, Um Marido Ideal, Louis Lingg, Pour Homme, Swingers e As Palavras São o Meu Negócio. Viajou com o espectáculo As Peças Amorosas a Santa Maria da Feira e a Atenas. Escreveu as peças Todas as noites a mesma noite, Film Noir, Os Inconvenientes, CinemaScope e O Espelho do Narciso Gordo. Apresentou-se também em museus, galerias, discotecas e ruas. Já levou para o teatro as vidas de António Variações, Fernando Pessoa e Roque Gameiro.

Mais Informação:

André Murraças

Estudou Cenografia na Escola Superior de Teatro e Cinema e acabou com distinção o Master of Arts in Scenography da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, na Holanda. Na área da escrita frequentou seminários com Jorge Silva Melo, David Harrower e Roxana Silbert. Na área da performance teve formação com William Forsythe, Thomas Lehmen, Jan Ritsema, Bojana Cvejic e Rebecca Schneider.

Foi encenador, intérprete, cenógrafo e dramaturgo de HollywoodMore of a Man,One Night Only - uma rádio-conferênciaUm Marido IdealPour HommeLouis Lingg – um anarquista americano em Lisboa, Swingersas peças amorosas e as palavras são o meu negócio/words are my business. Escreveu ainda Os Inconvenientes e encenou CinemaScope para o grupo ArQuente. Está incluído na colectânea Jovens Escritores´03 (101 Noites) e o seu texto Túlipas faz parte do primeiro número da revista Base.

Trabalhou com os coreógrafos Tiago Guedes, Tânia Carvalho e Inês Jacques. No cinema foi dirigido por João Pedro Rodrigues em Morrer Como um Homem. Foi colaborador da rádio Radar para onde criou um programa semanal intitulado O Rapaz do Calendário.

Juntamente com o artista plástico Ricardo Jacinto elaborou a performance para o lançamento da mala System 2k07, do designer Miguel Rios, na galeria Appleton Square. As suas peças O Espelho do Narciso Gordo (Prémio de Edição de texto O Teatro na Década 2002) e as peças amorosas (Prémio de reposição O Teatro na Década 2000) estão publicadas pela 101 Noites.
   
Concebeu em 2008 o espectáculo Untitled - uma peça para galeria, inserido no projecto The Bridge Project de Richard Foreman e produzido pela Cassefaz.

Trabalhou como redactor publicitário, tendo passado por agências como Draft FCB, Euro RSCG e BBDO. Actualmente colabora com a Casa da Criação enquanto guionista. Tem escrito para as revistas L+Arte, Parq, DIF, Ípsilon, entre outras. 

Em 2009 criou o espectáculo Experiência Variações em Junho, apresentado na Fábrica do Braço de Prata, durante as Festas da Cidade. E em Julho foi seleccionado com o seu projecto Film Noir, apresentado na Sala Estúdio do Teatro D. Maria II. E em Novembro mostrou Um Passeio, inserido no Festival Materiais Diversos, em Minde e a partir da vida de Roque Gameiro.

Em 2010 apresentou um espectáculo baseado num guia turístico de Fernando Pessoa para Lisboa (Festa da Cidade de Lisboa) e um monólogo de sua autoria intitulado Sex Zombie - a vida de Veronica Lake. O seu texto Todas as noites a mesma noite foi apresentado durante os Encontros de Novas Dramaturgias Contemporâneas, no São Luís Teatro Municipal, com direcção de Pedro Gil.

Prepara para 2011 o espectáculo Três Homens Sós, baseado em três filmes de Paul Schrader, e um monólogo sobre Cândida Branca Flôr. 

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