sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Hoje na Feira do Livro - Quinto Império de António Botto Quintans


Diz a tradição, que na Quinta da Moita Longa, sita na Lourinhã, uma antiga mata real que fez parte do extremo sul dos coutos da Ordem de Cister e que no início da Nacionalidade confinava com o porto de mar templário da Atouguia, se esconde um grande tesouro.
António Botto Quintans, fascinado por um misterioso fresco existente na capela, lança-se na investigação e encontra marcas inéditas da presença templária em toda a zona envolvente, inclusive um campo de sepultura e registos escritos que sugerem que algo de muito importante foi escondido nesta zona durante o reinado de D. Dinis.
Realizando uma missão de vida, apresenta-nos um conjunto de testemunhos físicos e historiográficos surpreendentes, que acrescentam um novo capítulo ao passado ancestral de Portugal, passando pelo Tesouro dos Templários – herdado pela Ordem de Cristo – e o aparente local onde Camões se terá inspirado para escrever a Ilha dos Amores que, segundo Agostinho da Silva, marcou na literatura portuguesa o início do mito do Quinto Império.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

À conversa com Sílvia Caneco - Sexta Feira, 21H30


Sílvia Caneco revela em «As Conversas Secretas do Clã Espírito Santo» a história de uma família destruída e destituída de segredos, contada pelas vozes dos próprios membros do clã Espírito Santo. A edição é da Esfera dos Livros.

«"O grupo acabou e eu não tenho forma de o recuperar".
Foi com esta frase curta e gelada que Ricardo Salgado abriu os olhos dos representantes de cinco ramos da família Espírito Santo, a qual estava a poucos dias de ficar sem o banco e sem o grupo empresarial. O encontro parecia uma cerimónia fúnebre: já havia contas congeladas e faltava dinheiro para pagar viagens, salários, advogados. A derrocada iniciara-se em novembro de 2013, mês em que as reuniões do Conselho Superior do GES começaram a ser gravadas com o consentimento de todos os seus participantes.
Foi num destes encontros que Ricardo Salgado tentou empurrar José Maria Ricciardi para fora da comissão executiva do BES - Ricciardi afrontou diretamente Salgado, ameaçando revelar publicamente as razões por que não lhe dera um voto de confiança. Mas o duelo entre os primos, que aqui se conta na íntegra com a transcrição de todas as suas conversas, é apenas uma ínfima parte da história que nos é contada pela jornalista Sílvia Caneco.
Descoberto o buraco de 1300 milhões de euros nas contas de uma das holdings, o cerco começou a apertar-se. O relato dos últimos dias revela as imposições e as cedências do Banco de Portugal, os telefonemas crispados entre Salgado e o vice-governador e os múltiplos planos que o líder do BES tentou executar para salvar o grupo - e que passaram por venezuelanos, empresários de futebol, Passos Coelho, Paulo Portas, Maria Luís Albuquerque, Carlos Moedas e Durão Barroso.
"Estamos rodeados de aldrabões" é apenas uma das frases-chave de Salgado nestas conversas de família em que se confessaram contornos sobre o famigerado negócio dos submarinos, sobre a comissão do construtor civil José Guilherme ou sobre a garantia de Angola ao BESA.»

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Prova Literária Biblioteca da Nazaré - Relógio d' Água


1- Destina-se esta prova a indivíduos maiores de 16 (dezasseis) anos;

2- A data limite para entrega do texto a concurso será dia 13 (treze) de
Agosto de 2015, até às 24h, no espaço onde se realiza a Feira do
Livro (Centro Cultural da Nazaré);

3- Deverão os concorrentes inscrever-se na Feira do Livro; por carta
endereçada à sede da Biblioteca da Nazaré; através de correio
electrónico, até ao dia 13 (treze) de Agosto de 2015, carecendo
sempre de apresentação de documento de identidade, na forma
presencial ou por digitalização do documento;

4- É limitado o número de concorrentes aos primeiros 30 (trinta)
inscritos;

5- Constará a prova de um texto, em prosa ou em verso (conto,
crónica, prosa poética, poesia versificada), a partir de um mote,
igual para todos, que será dado aos participantes no acto de
inscrição;

6- O texto a concurso não poderá exceder o espaço de duas páginas
A4 (em caso de manuscrito), nunca ultrapassando 80 (oitenta)
linhas de texto;

7- O texto a concurso deverá ser entregue no interior de um envelope
em branco. O texto deverá ser identificado por pseudónimo. No
interior do envelope deverá ser incluído um outro envelope que
contenha a identificação real do participante. Este envelope deverá
apenas conter no exterior o pseudónimo do concorrente. Quem não
obedecer a estas regras será automaticamente excluído do
concurso;

8- Presidirá à prova um júri de 3 (três) elementos nomeados pela
Biblioteca da Nazaré, entidade organizadora da prova;

9- Far-se-á apreciação dos textos tendo em atenção a qualidade
literária, independentemente da extensão ou do género escolhido;

10- Consideram-se, para a apreciação qualitativa, os seguintes
parâmetros: apuro linguístico; originalidade; imaginação;
capacidade de síntese; facilidade expositiva; equilíbrio estético e
exploração da proposta apresentada;

11- Haverá um primeiro classificado, a quem será atribuído, como
prémio, um conjunto de livros, no valor de 200 €. Será comunicada
a decisão do júri dia 15 de Agosto de 2015 na Feira do Livro, pelas
21,30h, não podendo haver qualquer recurso;

12- Disporá a Biblioteca da Nazaré de todos os textos apresentados a
concurso, para efeito de eventual publicação;

13- É reservado ao júri o direito de não atribuir prémio, tanto por falta
de qualidade dos textos como por outra razão ponderável;

14- Será garantido, a todos os participantes, o direito de reserva de
anonimato através de pseudónimo na avaliação dos textos e na sua
publicação.

Exposição da Feira do Livro - Tesouros da Biblioteca da Nazaré


Visite a Feira do Livro da Nazaré e venha conhecer alguns dos tesouros da Biblioteca da Nazaré

40ª Feira do Livro


terça-feira, 12 de maio de 2015

Parabéns Amiga Hélia Correia





A escritora Hélia Correia, com a obra Vinte Degraus e Outros Contos, venceu a 23.ª edição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, no valor de 7500 euros, foi esta segunda-feira anunciado.

Instituído em 1991, ao abrigo de um protocolo entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores (APE), o Grande Prémio do Conto, no valor de 7500 euros, destina-se a galardoar uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de um país africano de expressão portuguesa.
Esta 23.ª edição destinava-se a obras editadas em 2014. Vinte Degraus e Outros Contos foi editado pela Relógio d'Água.

terça-feira, 28 de abril de 2015

A Biblioteca abre hoje à Noite


Porque há sempre um livro que podíamos ler ou levar para casa... um café que podemos tomar entre amigos...um filme a passar... porque há toda uma vida a ganhar na Biblioteca da Nazaré... vem descobri-la durante esta noite e nas próximas terças~feiras a partir das 21 horas e 30 minutos.

25 de Abril na Biblioteca da Nazaré - Vídeo de Luís Pinto

Não podíamos deixar de partilhar este vídeo do nosso sócio e amigo Luís Pinto... a noite de 24 para 25 de Abril foi uma festa fraterna que será sempre repetida...em nome da Liberdade e da Cultura... 25 de Abril Sempre!




quarta-feira, 22 de abril de 2015

Músicas para o Convívio de 24 de Abril

Para além da Música Popular Portuguesa, o canto de intervenção de outros pontos do mundo também passará pela Biblioteca da Nazaré...Juntos fazemos a Liberdade

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quatro Poemas em dia de Aniversário

Com votos de muitas felicidades e uma grande amizade...



Quatro poemas de Jaime Rocha

1.
A mulher caminha pelas urzes, no auge
do vento, já depois da morte, enovelada
pelos ramos que cortam a paisagem.
O homem está parado como uma ave
de pedra, batida pelo fumo. Depois, é o
corpo dela desfeito sobre os rochedos,
uma faísca que incendeia um pedaço
de madeira. O homem, amarrado a uma
mancha de ferro, contempla o corpo vazio.
Um pássaro cego cai em cima de um espelho.
É o rosto dele despedaçado, a dor.
Tudo é medonho à sua volta, a parte
de trás da luz, a humidade, a respiração
das plantas.
***
13.
Toda aquela assombração está gravada
na tinta como se pertencesse a um livro
queimado, roído pelo sol. O homem sabe
que se trata de uma morta, mas não
entende que é a cicatriz do seu peito que
lhe ocupa o sono e o cativa para um ritual
demoníaco. Conhece os seus cabelos, os
lábios a descerem pelas amoras, pela cera.
E toda a sua pele sobressai, pintada na
parede, nos pregos, nas mãos que descansam
em cima de uma toalha. Um navio incendeia-se
contra um recife. É ela ou os seus vestidos a
desaparecerem no horizonte, no fim de tudo.
***
38.
Ela diz, é a sua primeira fala depois de morta,
tapar-te-ei com os meus cetins como se o meu
corpo fosse um risco no céu.
O homem sabe que as palavras são apenas uma
memória. A sua cintura procura reviver depois
de os cães o terem dilacerado. É um grito, um
beijo frio. Ela avança com a roupa ensanguentada.
Mas é apenas uma moldura envolvida pelo âmbar,
uma luminosidade difusa, saída de uma necrópole.
Um dos lados do seu rosto fica negro, como se a
lua tivesse passado por cima dele e o deixasse
marcado por uma dor.
***
48.
A mulher mostra-se na luz, entre a folhagem.
A cor dos seus cabelos está intacta. Ela tece
um caminho para o homem, mas as mãos dele
colaram-se ao cimento, os seus olhos pararam
no tempo. Todo o seu corpo se assemelha agora
a uma árvore acorrentada pelas heras onde não
entra a música, nem o tempo que separa os dias.
As ondas sustiveram o movimento em direcção
à praia, regressando ao outro lado do horizonte.
As nuvens caíram. As aves perderam as asas.
Tudo, até os cães, desapareceu na escuridão.
Apenas umas pétalas esvoaçaram ao acaso,
seguindo o rasto dos morcegos, num último
torpor, numa vergonha.
[in Necrophilia, Relógio d'Água, 2010; um ciclo de 50 poemas em torno do quadro Beata Beatrix, de Dante Gabriel Rossetti]

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Balanço da Campanha de Solidariedade com a Biblioteca da Nazaré



Passados cerca de quatro semanas após o lançamento da campanha de recolha de fundos para a Biblioteca da Nazaré é importante fazer um primeiro balanço.
A Biblioteca da Nazaré, com o esforço dos seus sócios e amigos, conquistou o Presente e olha com esperança para o Futuro. Dezenas de sócios e amigos da nossa colectividade contribuíram para uma campanha que permitiu angariar até à data de hoje 1085 €. A solidariedade demonstrada por todos os que contribuíram, mas também por todos os que divulgaram a iniciativa, enche-nos de orgulho e de responsabilidade.
Decidimos manter esta campanha até ao fim do ano, para que todos tenham a possibilidade de contribuir para este projecto social e cultural. O nosso mais sincero agradecimento a todos.
Durante este período reunimos com o executivo camarário que demonstrou sensibilidade pela situação que atravessamos, regularizando 2250 €, o que representa mais de metade das verbas que nos tinham sido atribuídas em anos anteriores e ainda não tinham sido pagas.

NIB: 003505310000142683041

IBAN PT50003505310000142683041

Peço-vos o favor de, quando fizerem a transferência, colocarem no descritivo “Solidário com a Biblioteca”. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Livros para levar para Casa - O Estaleiro de Onetti



O uruguaio Juan Carlos Onetti (1909-1994) é autor de um dos universos literários mais originais e coerentes da literatura em língua espanhola; infelizmente, o seu reconhecimento tem sido lento. A Ulisseia acaba de reeditar, em nova tradução - a anterior é da década de 80 -, o romance "O Estaleiro" (1961), uma obra-prima de rigor e delicadeza e que é talvez o melhor exemplo desse nebuloso mundo onettiano feito de personagens sóbrias que parecem caminhar sem rumo, afundadas na melancolia, debatendo-se sem vontade numa indolente inércia sem esperança ou, ainda, entregando-se de braços caídos, numa espécie de sonambulismo, a um desespero que parece fatídico.

Em "O Estaleiro", Onetti conta-nos a história da decadência de um homem, Larsen, que, cinco anos depois de ter sido expulso da cidade, volta a Santa María com o seu "ar de forasteiro negligente" e a esperança de dar um sentido à vida, qualquer que ele seja. (Santa María, esse lugar mítico onettiano - à semelhança da Macondo, de García Márquez, ou da Comala, de Juan Rulfo - surgiu pela primeira vez na geografia literária latino-americana no conto "A Casa na Areia", de 1949, e logo no ano seguinte no romance "A Vida Breve" (Relógio d'Água, 2008)).

Larsen emprega-se como gerente num estaleiro em ruínas, onde há já muito tempo que não é reparado qualquer barco; o seu escritório inverosímil, entre "os ratos e a esponja das madeiras podres", situa-se num edifício cinzento perdido numa "paisagem amarelada e desconsolada", cercado por ervas daninhas e por vedações de arame onde crescem trepadeiras. Neste ambiente desolador, o seu trabalho não tem qualquer sentido, qualquer esforço é inútil para tirar o estaleiro do caos em que mergulhou. Vive num quarto de uma pensão miserável "ouvindo o anúncio do fim da tarde nos gritos dos animais distantes". Entretanto, vai fazendo a corte a Angélica Inés, uma rapariga tonta filha de Jeremías Petrus, o velho que é dono do estaleiro. Passado algum tempo, apercebe-se de que os outros dois empregados (Gálvez e Kunz) vendem peças que estão por ali abandonadas para fazerem algum dinheiro, pois os seus salários existem apenas nos livros de contabilidade da empresa. Mais tarde, e antes de desaparecer, um dos homens acabará por denunciar o velho Petrus, entregando à polícia provas de falsificação de documentos.

É neste vazio existencial, de viver por viver, de onde a única saída parece ser a morte, que Onetti nos dá conta da decadência de um homem que acabará por não se conseguir salvar no absurdo da vida numa sociedade miserável, nessa mítica Santa María ("terriola verdadeiramente imunda", como diz a personagem Larsen). O universo literário onettiano é este mundo de vidas que não se chegam a cumprir, marcadas pelo pessimismo, e em que as personagens têm arreigada a ideia de que, façam o que fizerem, no fim não conseguirão escapar a serem devoradas pela frustração. Não raras vezes, o singular universo do escritor uruguaio é visitado por personagens amorais, por seres solitários e abandonados, ou por prostitutas desesperadas (Larsen foi em tempos dono de um bordel); são seres que se movem lentamente perto do abismo (do qual só conseguirão salvar-se se forem capazes, ao contrário de Larsen, de encenar continuamente o delírio ou a loucura). Esta dialéctica, tantas vezes recorrente na sua obra, entre a realidade e o mundo imaginado, que serve como ponto de fuga ao desespero das personagens, parece ter sido inspirada na própria vida do autor uruguaio, que, e ainda segundo Vargas Llosa, encontrou na literatura um antídoto para o seu irremediável "pessimismo congénito".

Sugestão de Leitura




UMA CONSPIRAÇÃO PERMANENTE CONTRA O MUNDO - 
REFLEXÕES SOBRE GUY DEBORD E OS SITUACIONISTAS

ANSELM JAPPE

Em 2013, o Estado francês dedicou a Guy Debord uma grande exposição na Biblioteca Nacional, depois de ter adquirido os seus arquivos, declarando-os um «tesouro nacional» que «se reveste de uma grande importância para a história das ideias na segunda metade do século xx e para o conhecimento do trabalho, sempre controverso, de um dos maiores intelectuais desse período». Debord goza há vários anos de uma grande reputação no seio da «sociedade do espectáculo» e é citado por ministros e por outras personalidades que querem exprimir a sua preferência por um capitalismo «sólido». Mais do que nunca, impõe-se uma pergunta: ter-se-á conseguido recuperar Debord, neutralizá-lo e inseri-lo no circo mediático?

Uma Conspiração Permanente contra o Mundo é fruto de quase vinte anos de reflexão sobre a obra de Guy Debord e o percurso dos situacionistas. Reúne ensaios e artigos que aprofundam a popularidade recente do autor e a incongruência entre a atenção de que tem sido alvo pelos mass media e uma produção teórica que critica a sociedade do espectáculo. Estudo sobre o legado do situacionismo, acentua a especificidade de Debord, estabelecendo diversos paralelismos com o pensamento de Hannah Arendt e de Theodor W. Adorno.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Solidários com a Biblioteca da Nazaré | Colectividade Popular


A situação da Biblioteca é grave do ponto de vista financeiro.

Há 75 anos que servimos a comunidade de forma gratuita. Neste período contruímos um património humano, arquivístico e cultural que engrandeceu a Nazaré e contribuiu para a transformação de mentalidades e do mundo em que vivemos. Na Biblioteca muitos fizeram pela primeira vez teatro, outros conheceram a obra de grandes autores e arriscaram as primeiras letras e palavras. Organizaram-se exposições, ensinou-se fotografia e cultivou-se o debate de ideias.

A principal fonte de receitas, a Feira do Livro, não gera lucros suficientes para manter a porta aberta durante um ano inteiro. Os apoios públicos, nos últimos anos, não passam da palavra, estrangulando ainda mais a nossa situação financeira.  

São estes os momentos que nos chamam a dar uma grande parte de nós para não aceitarmos a fatalidade de um qualquer destino. Este investimento terá que ser nosso... em tempo... em dinheiro...em vontade.

Lançamos assim a campanha “Solidário com a Biblioteca”. Contamos com todos para salvar esta Associação. Para tal basta fazer um contributo mínimo de 5€, (não existe um valor máximo) para o NIB da Biblioteca da Nazaré, ou fazê-lo pessoalmente na sede da Biblioteca da Nazaré, na rua Mouzinho de Albuquerque, 51. Contribui e faz com que os teus amigos também o façam.

Assim construímos o Futuro!

Os donativos (mínimo 5 euros, sem tecto máximo) devem ser feitas para a conta da Biblioteca:

NIB: 003505310000142683041

IBAN PT50003505310000142683041

Peço-vos o favor de, quando fizerem a transferência, colocarem no descritivo “Solidário com a Biblioteca”.

O comprovativo deve ser enviado para bibliotecadanazare@gmail.com





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Feira do Livro -Tertúlia com Carlos Fidalgo


Venha passar a noite de sábado na companhia de Carlos Fidalgo e da Biblioteca da Nazaré... e assim conhecer os passos da nossa  história enquanto povo...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Feira do Livro da Nazaré - à conversa com Gabriela Ruivo Trindade - Vencedora do Prémio Leya


A força do livro está para o crítico literário brasileiro José Castello, que também fez parte do júri, “na insatisfação” que gera a escrita de Gabriela Ruivo Trindade. “É uma escrita polifónica. Uma escrita que mistura fotografia, árvore genealógica, é uma escrita inquieta”, disse Castello ao PÚBLICO. “Muitas vezes existem livros bem narrados, bem organizados mas escritos com medo. Escritos dentro de modelos clássicos, repetitivos. E esse livro, mal você começa a ler, começa a descobrir que está entrando num terreno que nunca pisou."
Para o crítico, "essa aposta numa escrita muito original, num olhar original sobre o mundo parece[-lhe] que foi o motivo mais forte para premiar esse livro”. O romance tem “um entrelaçamento de histórias”, mas “o principal são as vozes”. “Você nunca sabe direito os limites de fantasia e de realidade. É um livro muito interessante, só lendo mesmo para poder entender”, acrescentou.
Segundo o grupo Leya, esta foi, até agora, a edição “mais concorrida e internacional” do prémio, com 491 originais oriundos de 14 países

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Feira do Livro da Nazaré - Exposição "Presenças" de Letícia Oliveira

Letícia Oliveira trilha um caminho muito próprio ainda que possa se deixar encantar por Kandinsky e Miró e o consigamos sentir na sua obra. Esta contudo afasta-se quando cresce com uma linguagem única e sua.
Letícia não se afasta de si própria, dá-nos o seu interior, a sua subtileza, delicadeza, equilíbrio e harmonia.
Deixo-me encantar pela sua obra e deambulo em cada quadro da autora deixando aflorar algumas ideias sem fechar a observação a um espaço redutor.
Esta é a possibilidade de um olhar...
Os elementos da “cidade” juntam-se em harmonia perfeita, ainda que desabitada, pois a permanência das pessoas é idealizada pelo contemplador, pela emoção que o desenho transporta. É uma cidade feliz,
carregada de elementos diversos. Um desenho gracioso.
Os “mundos” opõem-se diversificados e em comunicação. O espaço vazio é preenchido, facilmente preenchido pela palavra não escrita mas pensada por nós.

São perspectivas distintas que se parecem contrapor e criar uma outra num espaço em branco atractivo.
O “monte da sabedoria” é complexo, bem estruturado e firme levando-nos ao interior da artista. Interior equilibrado, singelo e quase perfeito.
São apresentados edifícios, pontes, aspectos do mundo externo que não fogem à beleza plástica interiorizada que transporta  para o papel com material simples, despretensioso.
Viajamos para outros espaços, para a América, trazendo-nos não a imponência da “estátua da liberdade”, mas um desenho quem sabe talvez irónico de uma liberdade contestada e contestável. Depois o cenário é
Paris, os ícones, a “Torre Eiffel”, as marcas que são intransponíveis de culturas que nos são próximas.

A “simplicidade” das linhas, das formas encontradas e do circulo perfeito, que se repete ao longo da obra que se apresenta convidativa ao diálogo, ao sentimento e à reflexão. Existem igualmente elementos da
natureza, recriados na simplicidade que a artista nos habitua. A “chuva” inunde-nos, provoca-nos. A sua simetria é patente e geranos um sentimento de certeza, de equilíbrio, de que nada deveria ser mudado, alterado.
Os títulos das obras espelham o interior da artista que se agarra por dentro quando, por exemplo, nos fala da “subtileza”. 
(...)
São obras harmoniosas entre si que espelham uma técnica muito característica
da pintora. O meu desafio é que se deixem envolver pela musicalidade da obra e que a contemplem demoradamente porque merece sem duvida que criemos um espaço interno de aceitação da novidade.

Teresa Almeida Rocha